FIFA 19 “brinca” com regras do futebol e se fortalece com a Champions League – Saúde Fitness

FIFA 19 “brinca” com regras do futebol e se fortalece com a Champions League

FIFA 19 “brinca” com regras do futebol e se fortalece com a Champions League

Feliz ano novo! É o que os jogadores de FIFA vão desejar aos seus amigos e adversários a partir do dia 25 de setembro (alguns antes, aqueles que pagam por versões mais caras com acesso antecipado). Pelos próximos 12 meses, Cristiano Ronaldo saudará aqueles que estarão em frente à TV para jogar FIFA 19.

Diferente das edições anteriores, há um “vento da mudança”, uma atmosfera diferente em FIFA. O jogo parece igual ao ano passado/retrasado? Sim. Mas há novidades suficientes no novo game como a muito não se via em FIFA – e isso é bom. Temos modos novos, abordagens novas, uma expansão aqui, uma mudança, ali. E há a volta da Champions League, que soa como a cereja do bolo para um simulador que ganha cada vez mais espaço em seu gênero.

Quais foram estas mudanças? O que já era bom foi mantido? Como está o FUT e Jornada? Houve alguma regressão ou piora? Como vai o nosso combalido Brasileirão? Vamos juntos responder a estas questões, focados como um clube que está prestes a entrar em campo por uma partida da Liga dos Campeões.

ROLA A BOLA

A essência de FIFA 19 está em seus modos de jogo, a variedade de como o game oferece uma partida de futebol ao seu jogador. Para começar, a “menina dos olhos”: Champions League.

A Champions é onipresente em FIFA 19. Depois de 10 anos em Pro Evolution Soccer, a aquisição dos direitos de uso do mais importante torneio entre clubes do mundo (além da Europa League) se faz presente em todo o game. Apresentação, projeto gráfico, hino, formato, times, tudo o que a EA Sports tinha direito de usar. Se o torneio tem a condição e a fama de mais importante, agrega valor ao jogo, pois se trata de um evento mundial, amplamente divulgado e consumido.

O torneio era um elemento que dava força a seu rival, Pro Evolution Soccer. Sabendo dessa importância, a EA tratou de usá-la a seu favor. A partida inaugural de quando você roda FIFA 19 pela primeira vez é uma hipotética final entre Juventus e PSG, mas não se restringe a isso: o modo Ultimate Team e o Jornada também remetem ao evento. Como modo de jogo, você pode disputá-lo de diversas maneiras, da fase de grupos à final, que será disputada no estádio Wanda Metropolitano em Madrid, Espanha, em 01 de junho de 2019.

Nos demais modos de jogos, seguimos para aquele que recebeu atenção especial, o Jogo Rápido (Kick Off). A EA apostou em novas abordagens a um jogo de futebol e adiciona um toque “videogame” ao esporte ao modificar regras pétreas da modalidade que resultam em novas experiências.

O modo Sobrevivência é destaque, pois surfa no sucesso do battle royale a sua maneira. Um time perde um jogador ao marcar seu gol e deve competir com a desvantagem enquanto busca o próximo tento. Além de divertido, acaba se tornando um momento de treinamento, pois nos condiciona a jogar com peças a menos ou a mais, fechar a defesa ou romper uma barreira bem armada.

Em outra situação, podemos jogar em partidas onde só voleios e chutes de fora da área contam. Mais uma vez temos a oportunidade para se aprimorar fundamentos. Já a opção sem faltas e impedimentos é algo mais engraçado do que propriamente útil (a não ser que você treine para fugir de carrinhos).

Falando na ligação “esporte e game”, A Jornada: Campeões é terceira temporada do modo mais videogame do simulador de futebol. Nele, interagimos com a história de Alex Hunter e sua jornada para se destacar no futebol mundial. Depois de viver sua “peneira” e passar pelas primeiras experiências na vida profissional, chegou a hora de seu maior desafio, jogar a Champions League. Seguimos escolhendo os destinos de sua carreira dentro e fora de campo, incluindo seu mentor no clube espanhol Real Madrid.

Em FIFA 19, jogamos também a com a meia irmã de Alex, Kim Hunter. Seu desafio é maior e se passa no sempre subutilizado futebol feminino, que tenta aumentar sua participação no game. FIFA 19 dá um passo além da simples presença das seleções nacionais ao colocar Kim como uma das protagonistas e oferecer a Copa do Mundo de futebol feminino. Por fim, controlamos o terceiro protagonista, Danny Williams, que também é jogador de futebol que deseja seu lugar ao sol entre os maiores.

CONTRA-ATAQUE ADVERSÁRIO

O modo Ultimate Team, que vem rendendo lucros para a EA e se tornando cada vez mais popular entre os jogadores, segue na mesma toada. Agora, há os Division Rivals, método pelo qual o jogo criará os confrontos online dos jogadores de acordo com seu nível para tornar as partidas entre iguais mais constante.

Uma nova classe de Ídolos foi acionada ao modo para juntar craques do passado e presente. Os Ídolos são grandes jogadores da história do futebol. Transformados em cards especiais com três versões, todos com grandes ratings, que simbolizam grandes momentos de suas vitoriosas carreiras. Os brasileiros Sócrates e Rivaldo são algumas das novidades em FIFA 19.

Já Carreira e Pro Clubs seguem sem mudanças. Carreira é bastante afetado pela chegada da Champions League, que amplia a experiência onde criamos um jogador que pretende trilha o caminho do sucesso no futebol. Mas o Pro Clubs, o modo mais subutilizado de FIFA, segue em segundo plano.

Trata-se de um desperdício gigante de um modo que reúne até 11 jogadores simultâneos em um mesmo time. É a experiência mais próxima de estar em uma partida de futebol, já que você controla um jogador em campo, com suas respectivas funções e deveres. É um modo que deveria receber maior atenção, como opções maiores de personalização e maior envolvimento do cenário competitivo de FIFA, pois se trata de um modo de comunidades fortes em todo globo, principalmente no Brasil.

PRESSÃO NO ATAQUE

Vamos para os quesitos técnicos de FIFA 19 e sua experiência de jogo, que possui novidades e uma tentativa de sintonia fina por parte da EA. Houve um aumento na dificuldade de execução do passe, a fim de torná-lo mais próximo da realidade e evitar o famoso “pingue-pongue” (troca de passes rápidos, cuja bola vai de pé em pé sem dificuldade alguma). O desleixo resulta em passe ruins, fracos e sem direção. Os jogadores menos talentosos são capazes eventualmente de passes mais complexos, mas a margem de erro é alta demais para se apostar.

Na hora da marcação, surge o “bote”. Particularmente, sempre fui um bom jogador na defesa e tive que me adaptar ao migar para FIFA, pois em PES o carrinho sempre foi mais aceito pela arbitragem. No game da EA, o menor erro de cálculo se transformava (e segue assim) em um cartão vermelho. Então, tive que jogar com a pressão e o cerco como armas de marcação.

O bote surge em FIFA 19 como um meio termo entre o cerco e o carrinho. Se executado no momento certo, acaba se tornando a principal arma de um defensor, mesmo que suscetível ao drible adversário e a marcação de uma falta.

A Inteligência Artificial proporciona uma marcação mais em cima, mais próxima. Os volantes estão acompanhando mais ps adversários e a defesa está mais atenta ao que está acontecendo, pronta para o bote ou interceptação. Ponto para FIFA 19.

Já o goleiro ainda não é uma “ciência exata”. Goleiros de renome podem falhar e arqueiros “bronze” fazem milagres. Fica aquela farpa na mente do jogador, tal qual o comportamento dos jogadores em campo, que o goleiro salva seu time ou deixa a bola passar de acordo com placar e outros parâmetros da partida, algo relacionado diretamente à programação do simulador.

MAIS UM GOL PARA O TIME DA CASA

Há elementos novos na jogabilidade trazidos por FIFA 19, a começar pelo Toque Ativo, que está relacionado ao domínio de bola. O Toque Ativo age no controle da bola com animações novas para representar o fundamento. Mas como na vida real, somente os mais habilidosos mostram com clareza o sistema de ação, pois o domínio e o passe de primeira são facilitados.

Na finalização, FIFA 19 adicionou mais uma camada ao arremate ao gol. Trata-se de um elemento no qual o jogador, ao encontrar o momento certo do chute, tem maior efetividade no lance. Para executar o novo arremate, dê dois toques no botão de Chute para acionar a Finalização Calibrada. O segundo toque determina a Finalização Calibrada e uma barra de energia surge na cabeça do jogador. Verde é o local ideal para um chute poderoso.

A Finalização Calibrada requer bastante treino, pois o lance é rápido. Assim como o “chute falso”, quando você aperta o botão de arremate seguido pelo botão de passe. Não é algo determinante, mas um elemento a mais a se dominar e uma vantagem para quem opta por usá-lo.

O momento correto gera o chute ideal Reprodução/EA Sports
Uma partida de futebol em FIFA 19 pode ser decidida antes mesmo dos times entrarem em campo, já que há muitos elementos a serem definidos no gerenciamento de um time como a escolha dos titulares, reservas, táticas e formação.

Na nova temporada, a estratégia recebeu mais um elemento, a Tática Dinâmica. Usada em Pro Evolution Soccer há alguns anos, a Tática Dinâmica é a facilitação da troca de formação para determinada situação de jogo. Trata-se de uma bem-vinda facilitação para troca da estratégia com o jogo em andamento. São escolhas pré-programas e acionadas no controle digital.

Assim, sua estratégia é uma ao atacar, outra ao perder a bola e uma para o contra-ataque quando está à frente do placar. Não deixe de gastar um tempo para alinhar seu conceito de futebol com as diversas estratégias que podem ser configuradas nas Táticas Dinâmicas.

O JOGO É LÁ E CÁ

Graficamente o jogo mudou pouco em relação ao seu antecessor, com a atualização de certas características dos jogadores para se manter alinhado com a realidade: um corte de cabelo aqui, uma barba maior ali. O maior impacto mesmo é a expansão da identidade visual das transmissões que usam o mesmo formato que as transmissões oficiais de TV, principalmente da Champions League.

Não foi desta vez que vemos uma torcida realmente vibrante. Basta ver arquibancada quando você ganha um título: durante a animação do troféu mais parece um funeral do que a comemoração de um título.

Ultimate Team, o modo mais acessado pelos jogadores Reprodução/EA Sports
Por sua vez, as animações são de alto nível, fluidas, tanto em sua execução quanto na progressão e troca de movimentos. Há uma boa gama de ações para a mesma ação e filtragem das jogadas mais complexas para aqueles com maior talento acontece de forma natural.

Se o visual não é dos mais empolgantes, o som vem literalmente forte em FIFA 19. Alguns elementos tiveram seu volume aumentado, como a batida na bola e o grito da torcida. O primeiro parece simples, mas ajuda na percepção da troca de passes, principalmente do adversário. Já o segundo é um elemento para a criação da atmosfera de jogo. O grito a favor é um impulso a mais para o jogador.

O TIME ADVERSÁRIO DESCONTA

Falando agora especialmente para nossa região, FIFA 19 não evolui em nada a respeito do futebol brasileiro. Houve até uma regressão, já que cinco times exclusivos do Pro Evolution Soccer (Flamengo, Vasco da Gama, São Paulo, Corinthians e Palmeiras) não fazem parte de nossa lista. Agora, a liga brasileira não tem nome, logo, escalações reais e está desfalcada de cinco dos principais times da primeira divisão.

O clássico gaúcho é um dos poucos “sobreviventes” no Brasileirão Reprodução/EA Sports
A discussão quanto os motivos desta situação vexatória incluem falta de união entre os times, desorganização da CBF, processos movidos pelos jogadores e a falta de interesse na EA em se envolver com o futebol nacional e levá-lo à sua franquia. Todos estes elementos resultam, ano após anos, em um arremedo de Campeonato Brasileiro no simulador. Os jogadores brasileiros somente são recriados em toda sua glória quando atuam nos times do exterior, cujas licenças estão devidamente em ordem.

APITA O ÁRBITRO

Na polêmica se o lançamento anual de um FIFA se justifica, FIFA 19 tem mais pontos positivos que negativos. Se nada de revolucionário foi feito e visualmente se parece muito com os antecessores, o jogo tem diversos elementos novos que colocam um pouco de novidade na franquia.

A Champions League é uma novidade de peso, aquela cereja que faltava, a última joia do infinito na manopla do Titã Louco. Em tempos de mercado globalizado, cujo a Liga dos Campeões só perde para a Copa do Mundo, ter essa licença traz um ar de completo para o game.

No entanto, os modos de jogos com regras diferentes também merecem destaque. Aqui, o esporte encontra a simulação eletrônica, onde é possível mudar suas regras para se ter novas experiências. Daqui há alguns meses, FUT reinará e os demais modos serão deixados de lado. Até lá, dá para nos divertirmos com jogos de regras ou que nos penalizam ao marcar gols, uma inversão total dos valores que buscamos ao torcer por nosso time, aqui ou na Champions League.

FIFA 19 será lançado em 25 de setembro com versões para PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, PlayStation 3, Xbox 360 e PC.

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